Tudo que você precisa saber sobre o Amianto Crisotila

O STF retomou na última quinta-feira, 10/08, o julgamento sobre a proibição do comércio e uso de produtos com amianto. O assunto divide opiniões, pois envolve conflitos de interesses político, econômico, do meio ambiente e da saúde.

O amianto, também conhecido como asbesto, é uma designação comercial genérica para a variedade fibrosa de seis minerais metamórficos de ocorrência natural e utilizados em vários produtos comerciais. Trata-se de um material com grande flexibilidade e resistências tênsil, química, térmica e elétrica. Os problemas com o amianto surgem quando as fibras se dispersam no ar e são inaladas. Devido ao tamanho das fibras, os pulmões não conseguem expeli-las. O amianto é utilizado em mais de 3000 produtos, havendo aplicações específicas para cada um.


Argumentos a favor do uso do amianto


Os fabricantes e defensores do uso do amianto dizem que o amianto crisotila (amianto branco) não é o responsável pelo câncer de vários trabalhadores no passado, mas sim o amianto do tipo anfibólio (que é proibido no Brasil). Dizem que a biopersistência (tempo de permanência das fibras no pulmão antes de serem eliminadas) da crisotila é completamente diferente da apresentada pelos anfibólios. Sendo que as fibras dos anfibólios possuem significativa permanência, enquanto a crisotila é rapidamente eliminada do pulmão.


No passado, como não havia informações suficientes, os trabalhadores ficavam totalmente expostos a essas fibras, mas hoje há leis que regulamentam a extração, industrialização, utilização, comercialização e transporte. Entre elas estão as seguintes:


-O limite de tolerância para fibras respiráveis em 2 fibras/cm3 (as fábricas garantem que são feitos monitoramentos regulares que as permitem operar em limites menores do que esse);


-A cada seis meses é realizado uma avaliação ambiental e a divulgação dos resultados para conhecimento dos funcionários;


-Os trabalhadores usam equipamentos de proteção individual, bem como roupa de trabalho que é trocada duas vezes por semana e lavada sob responsabilidade da empresa;


-Os trabalhadores possuem vestiários duplos, de modo que se possa separar as roupas de trabalho das roupas comuns;


-Os trabalhadores passam por exames médicos e avaliação clínica na admissão, periodicamente e após a demissão por até 30 anos, em periodicidade determinada pelo tempo de exposição: anual, para os que se expuseram mais de 20 anos; a cada dois anos, entre 12 e 20 anos; a cada 3 anos, abaixo de 12 anos.


A proibição do uso do amianto trará um grande prejuízo econômico, sendo que milhares de trabalhadores perderão seus empregos e o Brasil perderá 30 milhões de dólares anuais que são obtidos pela exportação do produto. O impacto maior será na região de Minaçu, Goiás, onde se situa a maior mina de amianto em exploração no Brasil.


Hoje se usam métodos de extração por via úmida que praticamente eliminam o perigo de câncer ocupacional. O amianto é um material barato e outros materiais que seriam usados em seu lugar, como alternativas possíveis, não seriam viáveis para concorrência de mercado, pois eles seriam mais caros, menos duráveis e serão necessários muitos estudos. A fabricação desse produto representa barateamento da construção civil, principalmente para as famílias de baixa renda.

Fonte: Prós e contras do uso do amianto (http://bit.ly/2vnIeOj)


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